Crítica: “The String Quartets” – Jethro Tull

The String Quartets

The String Quartets
Artista: Jethro Tull
Data: Março, 2017
Editora: BMG

Não é a primeira vez que Ian Anderson revisita a obra dos Jethro Tull com ensembles de formação clássica. Desta vez fê-lo com o Carducci String Quartet, o qual adapta, com orquestrações de John O’Hara, obras de vários álbuns da banda. Na verdade o nome The String Quartets. É enganador, já que boa parte dos temas são para quinteto, considerando que Ian Anderson participa neles, quer em flauta, guitarra acústica, bandolim, ou mesmo voz.
 
O resultado é uma homenagem bem construída ao legado dos Jethro Tull, onde os arranjos são sempre de bom gosto, não se limitando a acompanhamentos deslavados da melodia de voz, como tantas vezes acontece em casos similares. Ao invés, sentimos que temos um verdadeiro quarteto de cordas (ou quinteto, como já dito), com partes cuidadas para cada instrumento, e onde o sabor barroco é o mais presente no conjunto das doze composições. Dispensável seria a voz de Ian Anderson, tanto porque lhe falta já o vigor de outros anos, como porque a sua inclusão é um contrassenso para com o objectivo do álbum.
 
Não sendo um álbum rock (longe disso), The String Quartets é uma forma delicada e original de (re)conhecermos a música dos Jethro Tull, que os fãs de mente mais aberta irão certamente apreciar.

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