Crítica: “The Similitude of a Dream” – The Neal Morse Band

The Similitude of a Dream

The Similitude of a Dream
Artista: The Neal Morse Band
Data: Novembro, 2016
Editora: Radiant Records / Metal Blade Records

Pela segunda vez assinando no nome colectivo The Neal Morse Band, depois do álbum The Great Experiment (Radiant Records, 2015), em que sedimentou o conjunto formado por Mike Portnoy (bateria), Randy George (baixo), Eric Gillette (guitarras) e Bill Hubauer (teclas), Neal Morse continua no seu ritmo alucinante de álbum épico após álbum épico, no festival de sinfonismo e virtuosismo que tem marcado a sua carreia a solo.
 
É verdade que, quer a solo, quer na sua passagem pelos Spock’s Beard, quer nas aventuras dos Transatlantic, quer agora nesta encarnação colectiva em seu nome, sempre que Neal Morse edita um trabalho sentimos que voltámos a um planeta conhecido onde já nada verdadeiramente nos surpreende. Em The Similitude of a Dream, sejam as introduções em piano, as acelerações fulgurantes, as mudanças de ritmo repentinas, o sinfonismo instrumental que cria uma barreira de som bem característica, a estrutura contrapontística que intercala temas na mesma faixa e os revisita repetidas vezes, e claro, as ricas harmonias (e polifonias) vocais, tudo nos faz sentir que já conhecemos este trabalho. Temos o álbum conceptual, com aberturas, pontes entre temas, revisitas de leitmotivs e o tema espiritual. Temos a habitual riqueza das texturas de sintetizadores, a bateria violenta de Portnoy, e as habituais influências, seja com Morse a imitar-se a si próprio – note-se a semelhança entre a abertura e o tema inicial de Momentum, seja a recordar-nos, por exemplo, The Beatles, Gentle Giant e Genesis – os sintetizadores de «Slave to Your Mind» parecem tirados de Foxtrot. Temos acima de tudo melodias cativantes num ritmo sempre fluido, naquele que é provavelmente o mais cantável (e aparentemente emocionado) dos compositores de rock progressivo.
 
É natural que a mudança para o nome colectivo seja uma forma de Neal Morse se lembrar que pode confiar mais nas capacidades dos seus colegas de projecto, dando-lhes algum poder de decisão. Isso nota-se aqui e ali, e resulta também no uso de mais vozes (com destaque para o espectacular «The Ways of a Fool», mas no cômputo geral, tudo em The Similitude of a Dream é um álbum a solo de Neal Morse. Isto é, para os seus fãs, mais uma aventura épica de mais de 100 minutos. Para os outros, outra repetição do que já foi feito antes

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