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Crítica: “At the Edge of the World” – Asturias

At the Edge of the World

At the Edge of the World
Artista: Asturias
Data: November 2016
Editora: Asturias

Asturias foi, inicialmente, o nome adoptado pelo multi-instrumentista japonês Yoh Ohyama, para lançar os seus primeiros trabalhos a solo, num som que foi apelidado de inspirado por Mike Oldfield. Após três álbuns entre 1988 e 1993, Ohyama parou durante uma década, para voltar aos trabalhos de originais, com uma nova formação a que chamou Acoustic Asturias, e que era um quarteto com guitarra acústica, piano violino e clarinete. Essa formação gravou outros dois álbuns, e Ohyama voltou à fórmula inicial, que depois prosseguiu com uma formação eléctrica a que chamou Electric Asturias, que gravou dois álbuns sublimes: Fractals (Asturias, 2011) e Elementals (Asturias, 2014).
 
Voltando ao seu registo a solo, oldfieldiano, Yoh Ohyama ofereceu-nos no ano passado At the Edge of the World, onde volta a mostrar a sua riqueza composicional, num conjunto de temas dinâmicos. Desde os pianos até sons sintetizados numa piscadela de olho ao electrónico progressivo, a música de Yoh Ohyama marca pelas melodias simples em arranjos dinâmicos, onde se sente sempre a inspiração de Mike Oldfield, mas também, por exemplo, nos recorda um Anthony Phillips em Slow Dance (Virgin, 1990), com guitarra reminiscente de Robert Fripp, acrescentando-lhe depois uma componente folk, reforçada no uso de instrumentos como tin whisle, violino, flautas, glockenspiel, harpa, bandolim e guitarras acústicas.
 
O resultado é agradável, leve, mas ainda assim com espaço para surpresas, mudanças de ritmo e texturas originais, numa forma de descobrir a obra ecléctica de um compositor muito interessante.