Tag Archives: InsideOut Music

Lançamentos – Maio de 2017

Lançamentos do mês de Maio. Estejam à vontade para adicionarem as vossas sugestões.

The Second HandArtista: Anubis
Título: The Second Hand
Formato: 1CD
Editora: Edição de autor
 
Onde obter:
https://anubismusic.bandcamp.com/album/the-second-hand

 
 

Forever Comes to an EndArtista: Bjørn Riis
Título: Forever Comes To An End
Formato: 1CD
Editora: Karisma Records
 
Onde obter:
https://bjornriis.bandcamp.com/

 
 

Into the WoodsArtista: Hawkwind
Título: Into The Woods
Formato: 1CD
Editora: Cherry Red Records
 
Onde obter:
https://www.cherryred.co.uk/product/into-the-woods-deluxe-cd-edition/

 
 

Signal 9Artista: Miriodor
Título: Signal 9
Formato: 1CD
Editora: Cuneiform Records
 
Onde obter:
http://www.cuneiformrecords.com/bandshtml/miriodor.html

 
 

The Bride Said NoArtista: Nad Sylvan
Título: The Bride Said No
Formato: 1CD
Editora: InsideOut Music
 
Onde obter:
http://www.insideoutshop.de/Item/Nad_Sylvan_-_The_Bride_Said_No_-Special_Edition_CD_Digipak-/16340

 
 

Live in BremenArtista: Nektar
Título: Live In Bremen [ao vivo]
Formato: 2CD
Editora: Sireena Records
 
Onde obter:
https://nektarmusic.bandcamp.com/music

 
 

On Her Journey to the SunArtista: Rikard Sjöblom’s Gungfly
Título: On Her Journey to the Sun
Formato: 2CD
Editora: InsideOut Music
 
Onde obter:
https://www.insideoutshop.de/Item/Rikard_Sj-blom-s_Gungfly__-_On_Her_Journey_To_The_Sun_-Special_Edition_2CD_Digipak-/16336

 
 

The Seraphic Live WorksArtista: Vanden Plas
Título: The Seraphic Live Works [ao vivo]
Formato: 1CD/1DVD
Editora: Frontiers Music
 
Onde obter:
http://www.frontiers.shop/cd/535/vanden-plas-the-seraphic-live-works-cd/dvd

 
 

Crítica: “The Night Siren” – Steve Hackett

The Night Siren

The Night Siren
Artista: Steve Hackett
Data: Março, 2017
Editora: InsideOut Music

A um ritmo quase metronómico, Steve Hackett, o guitarrista dos Genesis entre 1970 e 1977, continua a trazer-nos novos trabalhos, nos quais explora os seus vários amores. Eles são, o tributo aos Genesis, que o guitarrista não se cansa de recriar ao vivo e em estúdio, em novos arranjos e conjuntos de músicos que são uma espécie de best of do prog; a guitarra clássica, seja na homenagem aos clássicos, ou em composições suas para guitarra e, às vezes, orquestra; e, finalmente, nos sons modernos trazidos pela roupagem rock, a que insufla uma série de estilos, do jazz ao blues, passando pela world music.
 
É, mais uma vez, com um grande leque de influências e sonoridades, que Hackett mostra que os seus discos continuam a ser diversificados. Segundo o próprio, The Night Siren é um grito de alerta que parte da multiculturalidade para nos lembrar aquilo que nos une, uma espécie de anti-nacionalismo, onde a música pode representar um papel de união mesmo entre inimigos. Continuando a afastar-se dos caminhos mais clássicos (chamemos-lhes assim) do rock sinfónico dos seus primeiros álbuns a solo, mas evitando as armadilhas de um pop mais directo como tentou nos anos 80, Hackett parece querer continuar a explorar um caminho seu, tendo criado uma sonoridade própria (das harmonias vocais aos sons ecoantes da sua guitarra), mesmo que busque influências novas de álbum para álbum, e neles inclua músicos diferentes, aqui, da Islândia ao Azerbeijão e Palestina, para além dos seus habituais colaboradores Roger King, Nad Sylvan, Gary O’Toole e Rob Townsend.
 
The Night Siren soa a uma espécie de continuação de Wolflight (InsideOut Music, 2015). A composição é simples, os temas fáceis, e são as texturas e instrumentação (cítara, tabla, harmónica, gaita de foles, etc.), que marcam o caminho. Da toada rock à sensibilidade acústica, passando por tonalidades do médio oriente, vamos das fanfarras orquestrais de «Behind the Smoke» e «In the Skeleton Gallery» (esta com paisagens jazzísticas) às instrumentais «El Niño» e «The Gift», que poderiam facilmente constar num dos álbuns iniciais de Hackett. Temos as mais acústicas «Other Side of the Wall» e «In Another Life», o quase flamenco que abre a canção pop «Anything But Love», e as harmonias da prodigiosa «Inca Terra», todas incluindo solos de guitarra às vezes reminiscentes do passado de Hackett. Pontos baixos são a alegre «Martian Sea» e a demasiado orquestral «Fifty Miles From the North Pole», e o quase hino «East to West», bem como o abuso de vocalizações de Hackett, cuja voz, bastante limitada, tende a cansar. Mas o que fica é um conjunto de sonoridades bem conseguidas, em composições simples, mas onde recordamos alguma da melhor musicalidade de Steve Hackett.